sábado, 14 de julho de 2007

De Anne




The dead hert
Anne Sexton

After I wrote this, a friend scrawled on this page, "Yes."

And I said, merely to myself, "I wish it could be for a different seizure--as with Molly Bloom and her ‘and yes I said yes I will Yes."

It is not a turtle
hiding in its little green shell.
It is not a stone
to pick up and put under your black wing.
It is not a subway car that is obsolete.
It is not a lump of coal that you could light.
It is a dead heart.
It is inside of me.
It is a stranger
yet once it was agreeable,
opening and closing like a clam.

What it has cost me you can't imagine,
shrinks, priests, lovers, children, husbands,
friends and all the lot.
An expensive thing it was to keep going.
It gave back too.
Don't deny it!
I half wonder if April would bring it back to life?
A tulip? The first bud?
But those are just musings on my part,
the pity one has when one looks at a cadaver.

How did it die?
I called it EVIL.
I said to it, your poems stink like vomit.
I didn't stay to hear the last sentence.
It died on the word EVIL.
It did it with my tongue.
The tongue, the Chinese say,
is like a sharp knife:
it kills
without drawing blood.


O coração morto
Anne Sexton

Após eu escrever isto, um amigo rabiscou na página, “Sim”.

E simplesmente disse pra mim mesma, “Eu gostaria que isto pudesse ter uma captura diferente-–como Molly Bloom e seu “Sim eu disse Sim eu irei Sim”.

Isto não é uma tartaruga
se escondendo em seu pequeno casco verde.
Isto não é uma pedra.
para pegar e depositar sobre sua asa negra.
Isto não é um vagão de metrô que é obsoleto.
Isto não é um pedaço de carvão que você pode acender.
Isto é um coração morto.
Isto está dentro de mim.
Isto é um estranho
já foi agradável uma vez,
abrindo-se e fechando-se como uma concha.

O que me custou você não pode imaginar,
psiquiatras, padres, amantes, filhos, maridos,
amigos e todo o mais.
Algo dispendioso foi para guardar.
Ele também devolveu.
Não negue isso!
Eu quase me pergunto se Abril poderia trazê-lo de volta à vida.
Uma tulipa? O primeiro botão?
Mas estas são apenas minha parte,
a compaixão de quem olha um cadáver.

Como ele morreu?
O chamei de MALIGNO
Disse para ele, seus poemas fedem como vômito.
Não fiquei para ouvir sua última sentença.
Ele morreu na palavra MALIGNO.
Ele o fez com minha língua.
A língua, os chineses dizem,
é como uma faca afiada:
ela mata
sem derramar sangue.

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